9 meses atrás, AFP
SCRIPT:Escondido no coração do distrito comercial da agitada Hong Kong, há uma livraria bastante incomum. Aqui a maioria dos clientes prefere o anonimato. Os livros oferecidos pela loja são proibidos na China, e boa parte dos compradores veio do país.Sonora 1: Cliente anônimo“Espero aprender mais sobre a China, saber mais informações que deveríamos conhecer, mas não conhecemos. Espero que o país melhore e se torne mais democrático, mas não acho que chegaremos lá”.A ex-colônia britânica foi devolvida ao controle chinês em 1997, mas sua população goza de certa liberdade de expressão, pouco comum no resto do país. Alguns editores da cidade se dedicam à publicação de livros políticos polêmicos. O co-fundador desta loja especializada em material censurado nunca sofreu qualquer interferência do governo chinês, mas nem todos os livreiros podem dizer o mesmo.Sonora 2: Paul Tang, Co-fundador da livraria People's Recreation“Sei que quando nos comunicamos com o editor ou o autor, algumas vezes eles recebem ligações do governo ou de agências para adverti-los de que algumas informações publicadas por eles são ruins para o governo e tentam pedir que parem”.Os editores dizem que os clientes chineses não arriscam nada além do confisco de suas compras na fronteira. Entre os livros censurados pela Administração Geral de Imprensa e Publicações estão obras sobre a sangrenta repressão na Praça da Paz Celestial em 1989 e críticas a Mao Tse-Tung e ao regime atual. O órgão do governo acompanha de perto o trabalho dos escritores chineses, mas muitos deles aprenderam a driblar a vigilância.Sonora 3: Murong Xuecun, Autor chinês“Não estou apenas escrevendo livros para os leitores chineses, isso significa que agora tenho de escrever duas versões. Uma para ser publicada na China, e outra, que é a versão verdadeira da obra. Não estou tentando desafiar os censores com essa versão, estou apenas ignorando”.Versões sem cortes com o aviso na capa de que são proibidos na China são os mais vendidos por aqui. A livraria vende mais de 100 por dia. A maioria acaba entrando na China mesmo com a censura.……………………………………………………..SHOTLIST:HONG KONG, 19 JUL 2012, FONTE: AFPTV- Livraria People's Recreation- Subindo escadas da livraria - Livraria- Sonora 1- Livros na loja- Foto de Mao - Livros políticos proibidos na China- Paul Tang- Sonora 2- Cliente chinês escolhe um livro- Livros proibidosHONG KONG, 18 JUL 2012, FONTE: AFPTV- Estantes com livros proibidos na China- Murong Xuecun chegando para entrevista- Sonora 3HONG KONG, 19 JUL 2012. FONTE: AFPTV- Livraria- Livros políticos