RIO - Jan Lisiecki não gosta de ser chamado de prodígio, como acontece com frequência.
- Não descreve quem sou. Para mim, a palavra implica uma infância anormal, sendo forçado a fazer algo por seus pais ou professores, e ser explorado para o prazer dos outros, o que não é meu caso - diz o pianista canadense de 17 anos, que se apresenta neste sábado com a OSB no Municipal num programa que tem Alberto Nepomuceno ("O garantuja: prelúdio"), Mozart ("Concerto para piano nº 21") e Schumann ("Concerto para piano e orquestra em lá menor").
Aos 15 anos ele assinou contrato com a poderosa Deutsche Grammophon, já substituiu o brasileiro Nelson Freire em quatro concertos na França e coleciona elogios como "um dos mais sensacionais jovens artistas do mundo". Não tinha nenhum músico na família e começou a tocar aos 5 anos, num piano emprestado por um amigo da família, que disse: "As crianças todas param depois de um, dois anos. Quando ele terminar, vocês podem me devolver."
- O piano voltou, mas só porque eu passei a ter o meu próprio - diz ele, em sua primeira vinda ao Rio. - Estou muito ansioso para ver todos os locais famosos. Acabo de começar a ler um romance de Paulo Coelho para aprender a incrível história de seu país pela literatura também.

