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    "Cosmópolis": a arte de Cronenberg feita (só) para quem tem paciência de sobra e zero claustrofobia

    Robert Pattinson vive o bilionário Eric Parker em "Cosmópolis" (Foto: Divulgação)
    A página de "Cosmópolis" no IMDB resumia o novo e super aguardado filme do canadense David Cronenberg ("A Mosca" e "Crash - Estranhos Prazeres") de maneira simples demais: "um bilionário que atravessa Nova York para cortar o cabelo". Depois de assistir ao filme, que estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 7 de setembro, percebe-se que a obra inteira é bem mais complexa.

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    'Cosmópolis' é uma adaptação do romance homônimo do escritor Don DeLillo e conta com a atuação do britânico Robert Pattinson, que ficou conhecido no papel do vampiro apaixonado da saga 'Crepúsculo'. Apesar de um nome extremamente popular entre as adolescentes do mundo todo, o filme definitivamente não foi feito para as fãs histéricas do ator, que recentemente choraram com a revelação de que o astro era traído pela namorada, Kristen Stewart.

    Mas as fãs do galã não precisam ficar ofendidas. Com 1h48 de duração, 'Cosmópolis' não é indicado para muita gente. Menos ainda para os mais claustrofóbicos. Explico: depois que decide que quer um corte de cabelo novo, o protagonista Eric Parker (Pattinson) passa um dia inteiro dentro de sua limosine à caminho do cabeleireiro. Dentro do carro, o personagem discute, preso no trânsito, o futuro do yuan (moeda chinesa), filosofa sobre a mente humana e até enfrenta manifestos anti-capitalismo, sendo sempre protegido por seguranças equipados com tecnologia de primeira. O jovem bilionário só sai de seu brinquedinho hiper moderno quando faz rápidas paradas para refeições com a esposa de fachada, a também bilionária Elise Shifrin (Sarah Godon). É... até sexo ele faz na limo!

    Robert Pattinson e Paul Giamatti em "Cosmópolis" (Foto: Reprodução)

    Enquanto a fotografia da obra de Cronenberg não deixa a desejar, os diálogos intensos e demorados em um só ambiente fazem até mesmo os espectadores mais esforçados bocejarem. O que não se pode deixar de admitir, porém, é o amadurecimento de Pattinson. Apesar de a atuação ainda não ser ideal, o rapaz consegue entregar bem mais do que em "Água Para Elefantes" e "Bel Ami", seus projetos anteriores fora da saga bestseller de Stephenie Meyer.

    'Cosmópolis', de Cronenberg, é cansativo e, se for assistido, requer paciência. Como muitos filmes por aí, os últimos trinta minutos é que valem a pena. Nesse mais ainda, com um final com direito à muito Paul Giamatti (“Anti-Herói Americano” e “A Luta Pela Esperança").

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