Bruno ao lado de seu marido, André Ramos (Foto: AgNews)
O jornalista Bruno Chateaubriand, 37 anos, foi agredido verbalmente por quatro homens enquanto jantava no restaurante Néctar, no Rio de Janeiro. "Eles começaram a gritar: 'Veado, vai morrer. Quando sair daqui vai apanhar muito'", disse Bruno ao colunista Bruno Astuto.
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O restaurante fica na rua Farme de Amoedo, conhecido por ser o "coração gay de Ipanema" - escreveu Astuto - em uma cidade que é famosa mundialmente por receber bem homossexuais. Quando foi vítima dos ataques, Bruno estava acompanhado de André Ramos, seu marido, e mais quatro amigos.
"É revoltante passar por esse tipo de humilhação e a gerência não tomar nenhuma atitude. O pior é que ninguém pode ser preso até terça-feira exceto quando houver flagrante, em razão de uma sentença criminal por crime inafiançável", contou Bruno, fazendo referência à lei que proíbe prisões nos cinco dias que cercam uma eleição.
"Me senti completamente desamparado e meus amigos me retiraram do restaurante rapidamente. Em 37 anos, já passei por muitas situações desagradáveis de desrespeito, mas nunca uma como essa", desabafou o jornalista, que pretende entrar com uma ação de proteção aos direitos humanos contra o restaurante, por não ter coibido as ameças e agressões.
Bruno Chateaubriand agendou uma ida na terça-feira (9) à Coordenadoria da Diversidade Sexual, que faz parte da prefeitura do Rio de Janeiro, para saber como proceder, a partir de agora, em situações como a que passou, em que se sentiu constrangido.
Quando o colunista entrou em contato com o estabelecimento, ouviu do gerente diurno que Bruno não fez nenhuma reclamação ao responsável do período da noite e madrugada, enquanto esteve no local. "Não aceitamos qualquer tipo de comportamento agressivo. Somos treinados por nossos patrões e, quando percebemos qualquer tipo de atitude desrespeitosa, impedimos na mesma hora", assegurou o gerente.
